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Trump proclama “era dourada” em discurso recorde do Estado da União

Alerta Irã sobre arma nuclear; Presidente dos EUA fala por mais de 1h40, destaca fronteira segura, chama Venezuela de “amiga e parceira” e critica Suprema Corte sobre tarifas

O presidente Donald Trump discursou por mais de 1 hora e 40 minutos — quebrando o recorde de discurso do Estado da União mais longo desde pelo menos 1964 — durante sessão conjunta do Congresso no Capitólio, em Washington, na noite de 24 de fevereiro de 2026. A fala, a primeira de seu segundo mandato nesse formato, ocorreu em meio a queda acentuada na aprovação popular, com apenas 32% dos americanos considerando que ele priorizou os problemas certos, segundo pesquisa CNN/SSRS.

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Trump abriu o discurso afirmando: “Nossa nação está de volta”. Ele proclamou o início da “Era Dourada” dos Estados Unidos, declarando que “hoje, nossa fronteira está segura. Nosso espírito está restaurado” e que “o estado da nação é forte”. O foco principal recaiu sobre a economia, tema prioritário para os eleitores em ano de eleições intercalares, embora sem detalhes profundos sobre soluções para a inflação ou custo de vida.

Na imigração, Trump defendeu entrada legal de imigrantes que “vão amar nosso país e trabalhar duro para manter nosso país”, mas pediu lei federal proibindo estados de emitir carteiras de motorista comerciais a imigrantes irregulares — batizada em homenagem a Delilah Coleman, vítima de acidente causado por motorista irregular em 2024, presente no evento com a família. Ele também reiterou críticas ao voto por correspondência, afirmando: “Chega de votos por correspondência fraudulentos, exceto em casos de doença, invalidez, serviço militar ou viagens”.

No campo internacional, Trump alertou o Irã: “Nunca vou deixar o Irã ter uma arma nuclear”. Acusou o país de ser o “patrocinador número um de terrorismo”, de desenvolver mísseis capazes de alcançar os EUA e de reprimir protestos com milhares de mortes. Sobre negociações, disse: “Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘nunca teremos uma arma nuclear'”.

Trump surpreendeu ao chamar a Venezuela de “amiga e parceira”, revelando: “Nós acabamos de receber da nossa nova amiga e parceira, Venezuela, mais de 80 milhões de barris de petróleo”. O comentário segue a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro de 2026 e a ascensão da presidente interina Delcy Rodríguez.

O presidente criticou a Suprema Corte por declarar ilegal parte de seu “tarifaço” comercial, dirigindo-se diretamente a juízes presentes. Homenageou Erika Kirk, viúva do influenciador Charlie Kirk (assassinado em 2025), e apelou contra “violência política de qualquer tipo”.

O evento teve tensão: o deputado democrata Al Green foi expulso após erguer cartaz com “pessoas negras não são macacos”. Democratas reagiram friamente a propostas de Trump, como priorizar cidadãos sobre imigrantes irregulares — ovacionada apenas por republicanos.

A fala, marcada por tom otimista e patriótico, busca impulsionar a agenda republicana antes das midterms, apesar dos desafios de popularidade e polarização.

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