Home / CPI / Prefeitura de BH enterrou sicário um mês antes da data da morte. Família diz que ainda não recebeu imagens da PF e laudo do IML

Prefeitura de BH enterrou sicário um mês antes da data da morte. Família diz que ainda não recebeu imagens da PF e laudo do IML

Documentos revelam que assassino de aluguel foi enterrado pela Prefeitura de BH um mês antes da data registrada como morte e que certidão de óbito não informa a causa da morte; casos alimentam suspeitas de fraudes e manipulação de registros


A CPI do Crime Organizado identificou graves irregularidades na certidão de óbito de um sicário ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

De acordo com documentos analisados pela comissão, o homem foi enterrado pela Prefeitura de Belo Horizonte um mês antes da data oficial de sua morte. Além disso, a certidão de óbito não registra a causa da morte, o que chamou a atenção dos senadores.

Jornalista de O Tempo foi até o túmulo da família do Sicário se Daniel Vorcaro e não encontra nenhuma lápide identificadora de que ele esteja lá

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou as inconsistências encontradas. Ele afirmou que o caso demonstra falhas graves nos sistemas de registro civil e funerário, além de levantar suspeitas de que o crime organizado consegue manipular documentos públicos.

A ausência da causa mortis na certidão e a discrepância entre a data do sepultamento e a data da morte reforçam as dúvidas sobre a transparência dos registros e a possibilidade de ocultação de informações relacionadas ao caso Banco Master.

Os fatos estão sendo investigados pela comissão como parte das apurações sobre fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e possíveis conexões entre o mundo do crime e autoridades públicas.

“A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão informa que, até o momento, não teve acesso às imagens de segurança nem aos autos do inquérito que apura as circunstâncias de seu falecimento, conduzido pela Polícia Federal sob supervisão do Supremo Tribunal Federal. Também não foi disponibilizado o laudo do Instituto Médico Legal com a causa mortis”, diz o comunicado.

A família teria descoberto a tentativa de suicídio de Luiz Mourão por meio da imprensa e acusa a PF de não avisá-los antecipadamente. Em outro trecho, eles questionam a citação do apelido “Sicário”, que significa “matador de aluguel”, pelos investigadores.

“Sobre a imputação de que Mourão seria ‘sicário’ — termo que designa assassino profissional —, trata-se de acusação gravíssima, sem apresentação pública, até o momento, de qualquer prova nesse sentido. Seus familiares jamais tiveram conhecimento de envolvimento em atos de violência e muito menos de homicídio, inexistindo histórico que sustente tal alegação”, pontua a defesa de Luiz Mourão na nota.

A família também busca acesso aos dados da terceira fase da operação Compliance Zero, que também teve o empresário e cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como um dos alvos.

Fonte: METRÓPOLES / CNNN

Marcado:

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

I have read and agree to the terms & conditions

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *